O nosso ideal

Queremos desenvolver a cultura cervejeira. Desfrutar de boas e artesanais cervejas. Incentivando que as façam!



WEIHNACHTSBIER – Cerveja de Natal


AVALIAÇÃO DE DUAS CERVEJAS BRASILEIRAS DE NATAL


Guia de pronúncia para “portugueis” de falar:
"Veie-nuchts-bier" (nunca pronuncie o "ch" como um "k", mas sim como o "ch" em Rachmaninov, o nome do compositor russo, ou Bach, o nome do compositor alemão)
Definição:
"Weihnachten" é Natal em Alemão, e Weihnachtsbier é a especialidade sazonal da Baviera.
No final de novembro o clima frio, nesta parte da Alemanha, é propício para a Weinachtsbier;
Embora "normais" lagers loiras terem um nível de álcool por volume de cerca de 4,5 a 5%, as "mais suaves" Weihnachtsbiers começam em torno de 6% de álcool, enquanto que o mais forte pode chegar a tanto quanto 8%.
Fabricada com o primeiro malte e lúpulo fresco da colheita do outono, Weihnachtsbier faz sua primeira aparição quatro semanas antes do Natal.
 Fonte: http://www.germanbeerinstitute.com/Weihnachtsbier.html

No Brasil as cervejas de Natal não seguem uma regra alemã pela coerência com o clima dos meses de novembro/dezembro. Mas de uma forma geral costumam também ser mais alcoólicas. Apresentam um perfil de corpo leve, facilitando a refrescância para as festas de final de ano em um clima quente brasileiro.

EISENBAHN Weinachts (6,3%ABV)  E BADEN BADEN Christmas Beer (5,5% ABV)


Olhos:
EISENBAHN  (E) Boa formação de espuma e média persistência. Cerveja acobreada e bonita no copo
BADEN BADEN (B) Ótima formação de espuma e retenção, permanecendo com estabilidade no copo. Límpida e clara. Bonita cerveja amarela clara. Ótimo visual no copo.

Nariz:
(E) Aroma dos maltes especiais caramelizados.
(B) Leve lúpulo herbal no aroma. Álcool presente. Frutado

Boca:
(E) Os maltes são o primeiro plano seguido de um bom amargor no conjunto. Corpo leve  Final seco. Permanece um amargor suave e gosto metálico que perturba o paladar. Álcool não demonstra seu potencial.
(B) O frutado se repete no sabor. Leve amargor. Corpo leve e álcool evidente. Diacetil pronunciado.

Algumas opiniões e sensações:
Duas decepções para mim. A Baden Baden está na oitava edição e poderia reavaliar os erros e melhorar a cerveja. Inaceitável o nível de diacetil encontrado. Parece um descaso com o produto. O álcool e o conjunto chega a ser enjoativo que não consegui beber os 600ml em temperatura de 6 a 7° graus. Se fosse descrever uma sensação na boca diria "aguada". A Baden Baden precisa melhorar em seus lançamentos como visto no post da Chocloate 
Na Eisenbahn eu tinha uma maior expectativa. Essa cerveja está com um desequilíbrio desagradável. Sabor metálico totalmente fora do conjunto. Parecia que vinha algo bom pelo aroma, mas fica a desejar. O amargor que seria o presente desta cerveja fica deslocado e sem parceria. Uma cerveja que teria tudo para ser boa e não é. Fórmula para ser decifrada pelos responsáveis pela produção.
Tenho certeza que além dos problemas vindos da fábrica a prateleira está fazendo mal para essas coitadas.
As duas fábricas tem condições de entregar melhores produtos do que vimos nesta degustação. Preciso acreditar nisso através de outros rótulos que apresentam melhor qualidade.

Os 10 Mandamentos do Rei da Cerveja



De uns tempos para cá a moda do Funk Ostentação chegou no universo cervejeiro. O importante é ter Instagram e postar de bacana com a cerveja com hype na mão. Seguindo o caminho do Rei do Camarote...


Os 10 mandamentos do Rei da Cerveja:

1)      O Rei da Cerveja usa roupa de marca de cerveja. Também vale camisetas que ganhou das cervejarias dos amigos.
2)      Mostrar a adega climatizada para cervejas é cartão de visita.
3)      Frequentar camarotes e locais Vips em festivais de cerveja
4)      Sempre tem um copo de cerveja exclusiva na mão. Se for presente de cervejaria ainda melhor.
5)      Sempre estar na balada com uma ou mais figurinhas carimbadas do “Jet Set”  (bem antigo isso) cervejeiro.
6)      Ter a certeza de que todos que estão a sua volta estão com inveja de seu “status cervejeiro”
7)      Beber sempre a cerveja mais cara. O último lançamento, mesmo que não seja lá essas coisas, tem que aparecer no copo do Rei da Cerveja. Tem é que ter preço de realeza. Se tivesse a “cerveja que pisca” para aparecer ele mandava ver.
8)      Ser amigo das celebridades cervejeiras. Se for para forçar uma fotinho com o “gringo suposta celebridade” o Rei paga de amigão para agregar.
9)      Fazer cerveja em casa é para mostrar o quanto pode ser gasto em um equipamento automatizado.
10)  A rede social é imprescindível para mostrar o seu reinado. Aplicativos que mostram suas peripécias (esse é antigo mais ainda) etílicas são suas ferramentas.


Avaliações de cervejas 6/6 -Duas Wäls Caipira e 42

Nesse post eu avalio duas cervejas da cervejaria Wäls de Belo Horizonte. Existem avaliações colocando essas cervejas com ótima qualificação e outras quase que ridicularizando essas produções. O que será que tem dentro destas garrafas que geram esses comentários tão diferentes? Eles dizem que produzem obras de arte, vamos ver.

As duas são engarrafadas nessa elegante garrafa pequena de champagne e rolhadas com rolhas sintéticas. São mais fáceis de abrir do que as rolhas naturais que muitas vezes trancam nas garrafas de cervejas.
A 42 foi produzida junto com os "Googlers". Nunca entendi muito bem essa história, mas o número 42 tem um mistério bem interessante no mundo dos geeks. A caipira foi produzida junto com o cervejeiro Garret Oliver da cervejaria Brooklyn de Nova Iorque. O cara é bom nisso não tem como negar. As duas seguem o estilo Farmhouse Ale ou Saison. Com a mesma graduação aloólica de 6,5%.

Aos Olhos: A 42 é mais âmbar, tons alaranjados. A Caipira é amarela. As duas turvas pela presença da levedura que refermentou na garrafa.. Bonitas cervejas com boa formação de espuma e persistência. Mesmo turvas elas tem um brilho no copo.

Ao Nariz:: A 42 tem bastante frutado e floral. A Caipira tem aroma cítrico e picante.

À Boca: Sabores de malte e cítrico para a 42. A 42 é bem equilibrada no amargor que é leve. Alta carbonatação nas duas cervejas conforme o estilo. A Caipira tem o sabor de rapadura pela cana de açúcar utilizada em sua receita. Mas não é doce, seca na medida e um dulçor residual que não atrapalha.. Um toque de uva branca deve ser consequência de alguma levedura de champagne colocada para refermentação.Picante no paladar também.  O corpo da 42 é leve de acordo com o estilo e a Caipira é "super" leve. A caipira tem uma acidez interessante.

Algumas opiniões e sensações: 
A 42 tem ingredientes como amêndoas, café, abacaxi e limão. O cítrico é evidente talvez puxando mais para o abacaxi, mas os outros ingredientes não se destacam.e fazem parte do todo, mas eu gostaria de encontrar um caráter maior de café e amêndoas. Poderia ser menos maltada e mais seca. Detalhes que não comprometem em avaliar como uma boa cerveja refrescante. A Caipira não encontrou um balanço ideal com a proposta. Também não compromete muito, mas não é uma cerveja que motive uma segunda compra. Para a minha opinião de consumidor devo levar em conta também a sensação do bolso. As duas cervejas prometem mais do que entregam. O preço não combina com elas. Entre R$18,00 a R$32,00, dependendo onde vamos comprar, é caro para 375ml destas cervejas. Sem discussões de que cervejas especiais são caras e a produção limitada. Eu como consumidor não tenho o desejo de comprar novamente. Repeti a compra para fazer essa degustação :p . Na primeira vez que degustei já havia constatado isso. Se a ideia era motivar a compra com a novidade e a propaganda feita acho que a cervejaria obteve sucesso. Obra de arte ainda não.
Para não acharem que estou detonando a Wäls... Experimentem a Pilsen e a Brut, vale a pena.

Veja as outras publicações no blog.Tirando a prova nas avaliações  1 2 3 4 5 s/n

Avaliação de cervejas s/n ~ Bohemia Imperial




Saindo um pouco da programação das avaliações resolvi ver o contraditório das avaliações sobre a Bohemia Imperial. Mesmo se tratando de uma cerveja feita por uma grande cervejaria onde o consumo é baseado por escalas “mega” isso não vai definir se ela é boa ou ruim. Uma cervejaria pode fazer vários rótulos que atendam seus diversos públicos. Algumas avaliações que vi são bem orientadas e com um otimismo em relação a essa cerveja. Fui verificar onde está o preconceito e tirar minhas conclusões. Mas eu acho mesmo que a motivação para comprar foi a garrafa que utilizo depois. Ah! E o senhor figura deste vídeo ajudou também.

Cerveja produzida pela AMBEV. Estilo: American Lager. Álcool: 5,2% ABV
Cabeça, Ombro, Joelho e Pé... ops! não! Olhos, Nariz e Boca.
E o foco?

O: A garrafa é com tampa flip-top e sempre é legal abrir uma cerveja assim. Cerveja alaranjada brilhante e translúcida. Ótima formação de espuma e persistência razoável. Ótima aparência.

N: Malte, pão. Leve frutado e herbal.

B: Adocicada, com uma harmonia entre o amargor que é sutil. Sabor metálico e milho. Final seco. Média carbonatação. Corpo leve. Refrescante

Incrível! Tem cheiro de malte!  A aparência e o aroma prometiam mais que não veio no sabor.. A fábrica informa que foram usados 3 tipos de maltes e um lúpulo raro. Não serviu para impressionar muito. Sou preconceituoso com as grandes cervejarias brasileiras, e nem é tanto pelo uso de adjuntos e conservantes, muito pelo estrago feito com as cervejas depois que elas saem da cervejaria. E não vem dizer que a culpa não é da fábrica. Pensando bem alguém precisa abastecer com muitos hectolitros a sede do pessoal, se por enquanto é assim que seja até melhorar. Fui para o copo procurando defeito. O sabor metálico é o que encontramos nas cervejas comumente pelo processo de deterioração nas prateleiras. Eu diria que se todas as cervejas ditas Pilsen das grandes cervejarias tivessem esse padrão encontrado na Bohemia Imperial nós já estaríamos um passo na frente em qualidade. O preço é que não é convidativo R$9,90. Só pela garrafa mesmo.

 Tão dizendo que vem outros rótulos por aí. Vamos aguardar. Tschupa!

Aproveita o embalo e vê o Museu da Bohemia que é bem legal

Quer fazer cerveja em casa?



Fazer cerveja em casa é muito próximo de fazer um almoço em família.. A reunião, o envolvimento e todos os preparativos para uma nova experiência gastronômica.
Com equipamentos domésticos e um tanto de técnica podem ser feitas maravilhosas cervejas. Melhores do que muitas que você já bebeu.
No nosso curso você não precisa comprar os equipamentos. Nós ensinamos, fazemos uma cerveja juntos no dia do curso, emprestamos os equipamentos para que você faça uma cerveja a sua escolha e acompanhamos o aluno em sua jornada cervejeira.

 

Dez dicas para ter um péssimo Bar/Restaurante




Siga cada passo
1)      Faça o Bar/Restaurante para satisfazer os seus desejos. Com paixão e superação será sucesso garantido.
2)      Contrate amadores para fazer o trabalho de profissional.
3)      Desconsidere o cardápio e não atualize sua proposta. Aposte no tradicional.
4)      Não tenha cardápio de bebidas ou faça somente o mínimo para não arriscar.
5)      Não invista em sua equipe. É dinheiro jogado fora.
6)      Retire o máximo de dinheiro em curto prazo e não reinvista no negócio. Você merece.
7)      Tenha a certeza que os clientes não sabem nada de gastronomia.
8)      Pense que os clientes são um problema para ser resolvido.
9)      Economize em produtos de qualidade. Ninguém nota a diferença.
10) Complementando com a cerveja...
- Tenha a noção de que cerveja especial é uma moda passageira
- A verdade absoluta, a variedade é igual a quantidade
- Cerveja é um produto para ganhar dinheiro rápido
- Tente agradar a todos e trate o cardápio como uma lista de escolha.
- Economize na qualidade do serviço. Afinal cerveja é cerveja e “eles” bebem tudo mesmo.
- Faça uma política de preços altos. Quem toma cerveja boa tem que ser rico.
- Seja esperto e empurre para o cliente os rótulos mais caros e os que tenha um maior lucro.
- Não perca tempo com bobagens e frescuras sobre cerveja. Quem saberia mais do que você sobre o seu negócio?




Avaliações de cervejas 5/6~ AMAZON STOUT AÇAÍ



Essa cerveja é produzida pela cervejaria Amazon Beer. A fábrica fica no Distrito de Icoaraci do Pará. Não  precisamos ir até lá para encontrá-la, está disponível em lojas e bares especializados. O site da cervejaria aqui
 
Eu não vou nesses posts de degustação ficar contrariando as cervejarias que escolhem colocar no rótulo um estilo de referência para a sua cerveja. É aquela coisa, os pais é que escolhem os nomes dos filhos. Se a Amazon quer dizer que é uma Dry Stout então tá bem, O NOME dela é Stout Açaí e não vamos contrariar. Não quer dizer que esse seja o estilo dela para uma competição de cerveja ou avaliação mais precisa. Algumas vezes nesse universo da cerveja teremos questões bem contraditórias.
As cervejas da Amazon tem rótulos coloridos e modernos. Acho que essa é a “pegada” com as garrafas long neck, modernidade. Os rótulos são uma contribuição do designer Randy Mosher que é famoso por seus rótulos de cervejas e seu conhecimento cervejeiro. Bueno, vamos ao copo.


Garrafa Long Neck  Estilo: Specialty Beer. Álcool 7,2% ABV. Estilo: Specialty beer

Gostaram da luz?

Aos olhos: Baixa formação de espuma, escuro, negro, profundo, persistência baixa, bege


Ao Nariz: Aromas de maltes tostados, madeira, café

À Boca: Tostado dos maltes, salgado, final de sabor café, média carbonatação, macia, amargor sutil e álcool com ótimo balanço com os maltes. Final seco. A fruta contribui sem sobressair.


Algumas opiniões e sensações: 
O Açaí virou um hit de verão para a malhação faz um tempo, depois essa modinha passou e o açaí deixou de ser visto como exótico e conquistou seu espaço de uma fruta energética e típica de grande versatilidade.
Fazer uma cerveja em Belém do Pará com frutas e especiarias típicas da região é uma das propostas da Amazon. Tapereba, Bacuri, Priprioca e Cumaru são outros exemplos do que a cervejaria utiliza na formulação de suas cervejas. A cerveja com açaí é uma grande surpresa. Não pela fruta que contribui pouco, mas ela constrói em conjunto com os outros ingredientes a complexidade necessária para uma cerveja com personalidade. É uma cerveja que não tem outra referência. Mesmo que ela tenha um estilo como base e sobressaiam os maltes tostados como a estrutura desta cerveja nós percebemos todos os níveis de sutilezas que compõe seu perfil sensorial. A baixa formação de espuma e persistência não prejudicaram a degustação e relevei que poderia ser a amostra ou o copo. Não preparei nenhuma harmonização e quando tomei o primeiro gole senti que deveria ter feito algo. Fui ver na geladeira o que eu experimentaria com ela e escolhi um peito de peru defumado e amendoins japoneses de tira gosto que ficaram bons para uma improvisação. Ótima cerveja que pode freqüentar a geladeira seguidamente.

Avaliações de cervejas 4/6 -Baden Baden Chocolate Beer


Seguindo com as degustações. As outras vocês podem ver aqui 1 2 3.

Essa cerveja eu ganhei da Brasil Kirin que me enviou a garrafa e mais um copo muito bonito. Legal para colecionadores.Uma pena que o copo de cerâmica quebrou na viagem.
Como agradecer a gentileza? Obrigado.
Na foto tá só equilibrado no pé.
Vamos ao copo.
Garrafa 600ml. Estilo: Specialty Beer. Álcool 6% ABV.
Nunca capricho nas fotos. Eu tento.
Aos olhos: Ótima formação de espuma. Espuma consistente e persistente no copo. Ela baixa rapidamente, mas se mantém. Cor preta com algumas rajadas avermelhadas. Opaca. Aos poucos foi parecendo mais marrom escuro.

Ao nariz: Aroma de cacau. Chocolate solúvel.

À boca: O primeiro nível da cerveja é o cacau. Sem fugir disto. Um leve salgado e notas tostadas de malte. A impressão é estar comendo um chocolate ao leite, mas sem o dulçor. Corpo leve. Média/Alta carbonatação. Final metálico e seco. O álcool, apesar de alto, não é percebido.

Algumas opiniões e sensações:
Precisava uma melhor estrutura de maltes para o sabor de chocolate. Na garrafa consta aroma de baunilha, não percebi. Talvez confunda muito com o aroma de chocolate solúvel. A garrafa de 600ml é muito para beber sozinho. Eu apostaria em uma modificação com mais características dos maltes buscando um perfil parecido e sem adição de essências . O chocolate inserido parece que abri uma caixa de chocolate em pó Dois Frades e coloquei na cerveja. Parece-me que a intenção de fazer uma cerveja chocolate sem o dulçor residual e corpo leve prejudicou o contexto. Sem querer ser enjoativa acabou ficando. Uma boa experiência de 300ml. A próxima somente com alguma harmonização. Com um Creme Brulee na sobremesa pode ficar interessante. Com um Cheesecake de frutas vermelhas também. Se quiser arriscar pode harmonizar com carnes fortes com castanhas, mas não tenho certeza do sucesso.
Se eu precisasse falar sobre a cerveja na frente do idealizador o meu gosto pessoal me deixaria constrangido. Eu teria a saída de dizer que eu gosto de outras da Baden Baden e da Brasil Kirin. :)
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Avaliações de cervejas 3/6 - Barco Kings e Queens



Esse terceiro post de avaliação segue na busca em obter a minha visão em contraditórias análises vistas na internet para algumas cervejas. Algumas na mesa do bar também. Ouvimos coisas muito boas e outras em direção totalmente oposta. Na sua maioria nacionais. Aqui vocês podem ver a primeira e a segunda

Essa cerveja foi produzida com uma proposta interessante. A receita foi escolhida através de uma degustação e votação. A receita vencedora, de um cervejeiro caseiro, foi produzida em uma cervejaria para comercializá-la. Muito bem, projeto legal. Vocês podem conhecer mais sobre isso no site da Barco.
A Kings e Queens foi produzida na Saint Bier (Forquilinha, SC)

Vamos ao copo.

Garrafa 355ml Álcool: 5,8% ABV Estilo: Sem estilo definido

Aos olhos: Bonita cerveja cor âmbar. Turva. Com boa formação de espuma. Sem persistência da espuma.

Ao nariz: Aroma caramelo, muito pouco cítrico e terroso. Nada mais.

À boca: O malte é o que se percebe em primeiro plano. O nível de diacetil compromete a cerveja. Baixo amargor. Álcool não é agressivo. Cerveja macia e final leve defumado e doce. Corpo médio/leve.

Algumas opiniões e sensações:
Esperava uma cerveja complexa como dizia a propaganda. Não tive uma boa experiência na degustação. Quando coloquei no copo me pareceu uma bela cerveja. Depois decepcionou. Não reteve a espuma e daí pra frente foi ruim. O defumado é suave e não coloca a complexidade esperada. Fiquei sem entender a cerveja. O álcool ficou perdido em uma cerveja que teria um potencial se melhor desenhada. Uma boa ideia de negócio, no todo parece que são profissionais. Tem uma história legal para a cerveja, irreverência, humor. O produto e o que envolve externamente foi bem pensado para a proposta. Ficou devendo na complexidade que promete. A cerveja tem que contar sua história também no líquido. O nível de diacetil foi o que se destacou na cerveja. Uma pena. Não sei se os idealizadores chegaram ao produto que gostariam junto à cervejaria que produziu. Quem sabe nos próximos lançamentos esse cuidado com o produto final seja maior. Afinal de contas é errando que se aprende.


Avaliações de Cervejas - Dado Bier Ilex - 2/6

Essa cerveja da Dado Bier foi lançada faz tempo. Pelo que pude apurar ela foi produzida em 2007, mas ficou um tempo fora do mercado. Eu lembrava desta cerveja com a erva mate bem pronunciada. A cor era esverdeada. E notei que ela estava diferente. Então resolvi degustar novamente esta versão 2013.

No site da Dado Bier diz que a Ilex tem 7% de álcool, mas não é o que vemos na garrafa. E nem dentro dela.

Vamos para o copo.

Garrafa 600ml . ABV 5%.  Estilo. Specialty Beer

AVALIAÇÃO TÉCNICA:
Aos olhos: Uma boa formação de espuma. Cor amarelo ouro. Cerveja clara, levemente turva. Bonita no copo.

Ao nariz: Leve maltado.

À boca: O que destaca é o malte com um leve amargor do lúpulo. Diacetil evidente. Boa carbonatação. Final levemente amargo.A erva mate quase não é percebida.

Algumas opiniões e sensações:
Me parece que a cervejaria fez uma versão com menos erva mate. Quase não se percebe. Aroma nenhum de mate. Para quem toma chimarrão o sabor é sutil. Destaca-se mais o amargor de lúpulo. O que não está bem é o diacetil na amostra que degustei.  Gostaria de ter um exemplar da versão anterior para comparar lado a lado. Prefiro uma cerveja que se destaque com o ingrediente que está no rótulo. Fica a sensação de que não entregaram o produto correto. A avaliação fica vazia que nem a cerveja. Boa para beber com queijo e uma salada, como fiz. O churrasco acompanha bem também. Sem comparar estilos ou querer encaixar, que não é legal, na minha ideia acabo resumindo essa cerveja em uma American Lager com a tentativa frustrada de inserir um ingrediente inusitado. A cervejaria gaúcha poderia repensar este produto. Bonito mesmo é servir no copo em formato de cuia. Se for para fazer firula tá valendo


A erva mate é um ótimo ingrediente para fazer uma cerveja regional. Teve um loco que fez um monte de coisa pras bandas de Berlim Reportagem de ZH

Os "gringo" não perdem tempo e também tão nessa com a Samuel Adams e MateVeza. Lê no Bebendobem



Finalizando:
MA CHÊ! COLOCA MAIS MATE NISSO!

Abunda e a cerveja



Embora você possa ter chegado pela sugestão do título fica pela Jack! Jacki tô aqui... :D

Esse é um post apelativo por uma criatividade cervejeira*

Essa é a  Jack.
Para quem gosta de cervejas de qualidade e diversidade o momento é de pura felicidade. Encontramos facilmente nos bares, lojas especializadas e supermercados cervejas de alta qualidade e que saciam também a nossa incontrolável sede de novidades. Seguindo a regra de que nunca estamos satisfeitos algo me incomoda.

Atualmente cervejarias estão divididas em sua maioria em dois caminhos, e algumas não sabem nem para onde ir. ABUNDAM cervejarias que por serem pequenas colocam o “artesanal” como marca de qualidade em suas pilsens sem caráter e suas weiss despersonalizadas. ABUNDAM cervejarias que descobriram a tendência americana de “quanto mais melhor” e entopem suas cervejas ou com lúpulo, ou especiarias, ou com um super nível alcoólico como se isso bastasse para obter um bom produto. As que não sabem para onde ir fazem uma IPA light  somente porque o estilo tá na moda. Ainda existe o caminho partilhado onde ABUNDAM as novidades, somente para vender novidade, do mesmo de sempre com cervejas cansativas, mal elaboradas e sem graça de um museu de grandes novidades.

Desistam, nunca serão um Darth Vader de kilt, tocando fole e andando de monociclo.

No começo é engraçado, mas cansa.

Um salve para aqueles que se desgrudam desse hype e fazem a sua cerveja com criatividade autêntica!

*Esse foi um post sustentado pela semiótica do metabloguismo.



Avaliações de Cervejas - Gregorius - 1/6



Farei uma série avaliativa de seis cervejas. Esses posts foram motivados pelas diversas opinões bem diferentes sobre os rótulos que vou degustar.
A série começa com a cerveja que mobilizou uma curiosidade e para alguns acabou decepcionando.
A cerveja Gregorius chegou no Brasil com expectativa por ser a mais nova cerveja trapista com o selo de origem: “Authentic Trappist Product”.


A oitava trapista, e a segunda fora da Bélgica , a  Gregorius é feita na fábrica de Stift Engelszell na Áustria
Vamos rever quais são as outras sete.
Achel – Bélgica
Chimay – Bélgica
La Trappe – Holanda
Orval - Bélgica
Rochefort – Bélgica
Westmalle – Bélgica
Westvleteren  - Bélgica



O que são as cervejas trapistas?
São cervejas feitas pelos monges da ordem Trapista (que explicação ruim). No interior das abadias é que a técnica cervejeira se desenvolveu na idade média. Hoje em dia a fabricação se modernizou, mas a tradição continua e as cervejas são diferenciadas por sua qualidade. Os monges são conhecidos por sua produção de queijo e outros produtos também. Visite esse site que vende diversos produtos de Abadias.

O vídeo do lançamento com o monge, e sua roupa característica dos trapistas, abrindo o barril da forma antiga e tradicional com um martelo e a torneira. Foi no dia 01/07/2012.


O que o canto gregoriano dos monges tem a ver com a Gregorius eu não sei. Eles devem cantar lá na abadia austríaca. Mas clica na música e entra no clima monástico. http://www.youtube.com/watch?v=vlE-OwC7o1A

Uma curiosidade é que existe também outro rótulo, Benno, do mesmo mosteiro, de uma cerveja mais clara no estilo Belgian Ale. Os nomes são referência a abades antigos do mosteiro. A venda das cervejas será um dos recursos para a reforma que é pretendida na igreja. Eles também vendem licores e queijos. Visite o site deles http://www.stift-engelszell.at/cmsimple/

 Vamos para a cerveja


A AVALIAÇÃO TÉCNICA
Garrafa 330ml. ABV 9,7% Estilo: Belgian Dark Strong Ale


Aos olhos: Cerveja cor âmbar escuro, com boa formação de espuma. Turva. Creme bege. Colarinho persistente. Sedimentos no fundo do copo.
Ao nariz: Caramelo e mel.

À boca: Os maltes tostados com leve adocicado, amargor equilibrado, carbonatação alta, textura aveludada. Toffe caramelo e mel. Aquecimento proveniente do álcool.
 
Algumas opiniões e sensações: Quando olhamos para o copo já estamos esperando que os maltes terão a prioridade nessa trapista. Os aromas é que achei modestos. Se não me engano é utilizado mel na produção desta cerveja, mas é coisa de pesquisar. A cerveja tem um visual bonito no copo.  Ela entrega o produto característico de uma cerveja de seu estilo. O sabor de caramelo é a principal contribuição dos maltes. Possui um bom drinkability apesar da graduação alcoólica alta. Não possui muita personalidade, mas certamente é uma cerveja agradável. Poderia ter notas mais frutadas, as leveduras são acanhadas.
Essa cerveja com um queijo da abadia austríaca deve ficar interessante. Se os queijos tiverem mais personalidade que a cerveja será melhor :)

POST SCRIPTUM
Segundo o blog "The Brtish Guild of Beer Writers" , a Gregorius utiliza mel da região do mosteiro e leveduras de vinho da Alsáscia. Explicada questão das leveduras, a carbonatação alta e o tanto de mel percebido.

O melhor abridor para colecionadores



Todo o colecionador tem sua atividade de colecionismo mantida com algum grau de técnica e tecnologia. Seja por um detalhamento e registro ou por acessórios que colaboram em sua empreitada de manter e organizar seu hobby. O Bebendo Bem falou isso nesse post do Have a Nice Beer aqui.

Mostro para vocês o melhor abridor para quem coleciona tampas ou garrafas e querem preservar a mesma tampa.

Abridor de garrafas que não estraga as tampinhas

Ele pode ser feito em casa com um bom pedaço de madeira e dois parafusos, como se vê na foto. Esse me foi presenteado e guardo para abrir garrafas de cerveja e não danificar a tampinha.

Aproveite e viste a página do Tcherveja e saiba mais sobre o encontro de colecionadores que acontecerá dia 27 de abril  aqui em Porto Alegre.
Adicionei essa foto para melhor explicação do uso

Pão e Cerveja! Saiba mais

Venha aprender a fazer pães artesanais e degustar cervejas.
Parceria Pãozeiro Pães Artesanais e O Mestre cervejeiro.

Convite antecipado.

Informações: omestrecervejeiro@gmail.com

Pão e Cerveja era uma saudação Suméria que desejava felicidade e fortuna. Nesse encontro faremos literalmente a combinação de Pão e Cerveja.
Ensinaremos como começa essa proximidade do pão e da cerveja, os participantes terão uma experiência de fazer pães com o Pãozeiro degustando cervejas.
Também consiste do curso a iniciação sensorial em degustações de cerveja, com o sommelier de cervejas Luciano Castro, e o aprendizado de duas massas de pães, Pretzel e Focaccia.
Vem fazer pão e degustar cerveja.!

Saiba mais sobre cursos e eventos em nossa página AQUI



Gouden Carolus Couvée Van De Keizer

Domingo, 24 de fevereiro, dia do aniversário do imperador Carlos V (Carlos V nasceu em 24 de fevereiro de 1500). Nesse dia, uma vez por ano, que é produzida a cerveja Gouden Carolus Cuvée van de Keizer. A cervejaria Het Anker além da visitação e participação na produção para o público esse ano está fazendo um festival durante a semana. Ainda para o deleite dos sortudos que estarão lá a produção do queijo com a cerveja e a degustação de diferentes safras são novidade. Ah Bélgica, Ah Bélgica!

Reserve seu lugar na festa, ou quem sabe no hotel da própria cervejaria? http://www.hetanker.be/
Apague as velhinhas para o Imperador!

Esaa é safra 2012. (nãoachei foto da 2013) (Divulgação)


Veja a avaliação da cerveja no site Ratebeer (100) www.ratebeer